GESSO E SEUS DERIVADOS TERÃO NOVAS NORMAS TÊCNICAS

O Sindicato da Indústria do Gesso (Sindusgesso-PE) e a Associação Nacional dos Fabricantes e Comerciantes de Gesso (Assogesso) iniciaram um processo para consolidar e revisar as normas técnicas dos produtos de gesso, incluindo pré-moldados (blocos e placas), o pó usado em revestimentos, cola de gesso, massas para acabamento, gesso para fundição, entre outros.

“Esses produtos vão obedecer aos padrões de qualidade exigidos nessas normas. Na embalagem, serão apresentadas também a forma correta de uso pelo consumidor”, resume o vice-presidente do Sindusgesso-PE, Josias Inojosa Filho.

Serão gastos cerca de R$ 1 milhão para refazer essas normas dentro dos parâmetros definidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

“Com as novas tecnologias desenvolvidas ao longo dos anos, muitos produtos adquiriram propriedades mais avançadas e surgiram novas formas de aplicação.

Por isso, é necessário a revisão das normas”, afirma Josias Inojosa Filho. As últimas normas técnicas sobre os produtos do setor são de 1994 e 1996.

Os recursos empregados na elaboração das normas técnicas foram bancados pela Agência Brasileira deInovação (Finep), que pertence ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

A verba foi repassada à ABNT, que fez um convênio com o Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep). A iniciativa conta com o apoio do Sebrae e do Ministério das Minas e Energia.

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Segundo Inojosa Filho, a revisão das normas vai beneficiar principalmente os consumidores finais que contarão com parâmetros confiáveis para avaliar os produtos que estão sendo oferecidos no mercado e, assim, evitar a aquisição de itens inadequados.

A expectativa dos empresários é que a elaboração das normas seja concluída este ano.

Josias argumenta que as empresas preocupadas com a qualidade não terão custos a mais para atender as normas. “As que não fazem isso terão que se adequar, porque será criado um padrão de exigência mínima”, conta.

O gesso tem propriedades como resistência, praticidade, flexibilidade na aplicação, menor peso, além desfazer o isolamento térmico e acústico. “Quando o gesso é usado como parede provoca uma redução de 11% no custo da fundação e isso se reflete no preço da obra como um todo”, conclui.

O polo do Araripe é responsável por 97% da produção de gesso do País, possui 42 mineradoras, 166 calcinadoras e 450 produtores de pré-moldados. O setor gera 13,8 mil empregos diretos.

Fonte: www.mgcomunicacao.com

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